Boas práticas em rótulos de carnes embaladas a vácuo - Promtec

Boas práticas em rótulos de carnes embaladas a vácuo - Promtec

Post atualizado em 11/2020

Nos últimos anos, consumidores estão cada vez mais atentos às carnes que compram nos açougues e supermercados. Muitas vezes optam por embalagens a vácuo, tanto pela agilidade ao evitar filas do açougue, quanto pela certeza de qualidade e procedência do produto. Há, portanto, uma boa oportunidade para os frigoríficos se destacar no mercado, e nada melhor para isso que usar etiquetas e rótulos de carnes.

A carne embalada e rotulada fora das vistas do consumidor, deve seguir as normas da Anvisa para a rotulagem de produtos industrializados ( RDC n.º 360/2003 ), que resumimos neste post: Saiba quais são as normas para etiquetas de produtos alimentícios

Sendo assim, há dois principais tipos de rótulos para carnes embaladas a vácuo: tags sem adesivos, aplicadas diretamente sobre os alimentos e etiquetas adesivas que são aplicadas fora da embalagem de plástico.

Vários frigoríficos optam pelo rótulo aplicado diretamente em contato com a carne, muito por conceitos antiquados em relação aos materiais adesivos. Embalar o rótulo com a carne, garante que ele não sofra danos aparentes durante toda a cadeia fria, até o consumidor. Já um rótulo de baixa qualidade pode cair ou se desfazer antes mesmo de chegar ao destino.

No entanto, esse processo também tem seus problemas:

1. Risco de deformar ao aplicar o vácuo

Se a etiqueta para carne não estiver bem posicionada, há um risco considerável de deformar no momento em que a peça é lacrada a vácuo. O que impede a leitura das informações e código de barras, gerando atrasos em diversas etapas da cadeia.

2. Necessidade de pátio gráfico higienizado

Como escrevemos no artigo sobre os problemas de etiquetas para contato direto com alimentos , algumas etiquetas para alimentos devem ser produzidas sob rígidos processos higiênicos. É preciso que todo equipamento em contato com a embalagem seja higienizado (rolos e clichês, por exemplo), assim como, o próprio ambiente.

3. Restrição de materiais

Essas etiquetas devem ser impressas sobre material inerte e resistente a água. Geralmente papel sintético ou PEAD. Todos os componentes utilizados na impressão (tintas, vernizes e aditivos) devem constar na lista de liberados da Anvisa. Além disso, o fornecedor do rótulo deve apresentar o laudo de migração total, assim como o laudo específico de cada componente com restrição de migração. Esse processo garante que a quantidade de componentes que irá migrar do rótulo para o alimento, esteja nas margens de segurança exigidas pela Anvisa.

Dessa forma, o custo destas tags acaba sendo mais elevado, além de exigir quantidades maiores para compensar os processos de higienização e custos dos laudos necessários.

Se você está pagando muito barato em rótulos e etiquetas para aplicação direta em alimentos, se preocupe em saber das condições do seu fornecedor gráfico para não trazer contaminantes ao seu produto!

Portanto, despachar um produto que não atende a regulamentação da Anvisa para rotulagem direta, é um risco muito alto, tanto para o consumidor, quanto para o frigorífico que está sujeito a multas e interdição, além do prejuízo à imagem.

Nestes casos, a carne entra em contato somente com a embalagem a vácuo. A principal dificuldade deste método é evitar que a etiqueta caia, ou se desfaça durante o transporte. Isso acontece em materiais adesivos de baixa qualidade ou impróprios para este fim. Para isso basta observar alguns detalhes:

1. Idealmente a etiqueta deve ser aplicada primeiro na embalagem vazia, antes de receber o produto. Assim se garante a aplicação sobre uma superfície plana, sem dobras. Ao posicionar a carne, procure deixar a parte mais plana no lado da etiqueta, então aplique o vácuo.

2. É preciso cuidado extra na aplicação . Como o cenário é desafiador, é essencial: - Evitar tocar no adesivo; - Limpar a superfície com um pano seco antes da aplicação. Se necessário, usar secadores específicos ; - Aplicar pressão sobre a etiqueta após a aplicação.

3. Etiquetas de papel não são adequadas . Podem acabar encharcada pela condensação do resfriamento e se desfazer. Nossa recomendação é a etiqueta BOPP , que é resistente a água.

4. É necessário adesivo próprio para itens resfriados . A baixa temperatura pode enfraquecer certos adesivos. Neste caso, recomendamos o uso específico de etiquetas para congelados .

Dentre as vantagens em se rotular após embalado, a principal delas é referente à segurança alimentar. O rótulo aplicado sobre a embalagem primária não contamina a carne , portanto, também não tem as restrições de materiais em contato direto, apenas a necessidade de informações mais claras e completas.

Além disso, há outras vantagens:

A rotulagem e etiquetagem de produtos deste segmento já é uma realidade comum em diversos setores, como, por exemplo: - massas congeladas e refrigeradas; - rotisseria; - queijos; - pizzas pré-prontas; - congelados artesanais como pães de queijo, salgados e outros.

O uso de rótulos e etiquetas de qualidade, aplicadas sobre as peças embaladas a vácuo, pode gerar uma economia no seu processo, enquanto melhora a imagem do frigorífico diante dos os clientes.

Se você precisa de uma solução para o seu produto e procura uma gráfica especializada com mais de 30 anos de experiência, que entrega com extrema qualidade, fale com nossa equipe de especialistas. Trabalhamos com tiragens grandes e pequenas, por flexografia ou impressão digital.

Passo 1 de 2 · Comece com seus dados — no próximo passo você detalha o pedido para nossos especialistas analisarem.

Recommended articles