O segundo trimestre de 2026 fecha em junho — e com ele, o IRPJ trimestral entra no foco de toda empresa tributada pelo Lucro Real ou Presumido em apuração trimestral. Quem não acompanha mensalmente costuma ter surpresa: lucro maior do que esperado, imposto maior do que projetado, fluxo de caixa apertado em julho.
Este guia mostra prazo, base de cálculo, alíquotas, deduções e os erros frequentes do IRPJ trimestral em junho de 2026. Leitura essencial para empresários e contadores que querem fechar o trimestre sem sustos.
O IRPJ referente ao 2º trimestre de 2026 (abril, maio, junho) deve ser pago até o último dia útil de julho . Quem opta pelo pagamento em quotas pode dividir em até 3 vezes, com a primeira em julho, segunda em agosto e terceira em setembro — sempre no último dia útil do mês.
Atraso gera multa de 0,33% ao dia até o limite de 20%, mais juros pela taxa Selic acumulada. Não vale a pena postergar — sai mais caro do que parcelar pelo próprio Receita.
No Lucro Real , a base é o lucro contábil ajustado pelas adições, exclusões e compensações do LALUR . Empresas com prejuízo fiscal acumulado podem compensar até 30% do lucro do período.
No Lucro Presumido , a base é uma presunção sobre o faturamento bruto: 8% para indústria/comércio, 32% para a maioria dos serviços, percentuais específicos para outras atividades. Mais simples, mas pode sair mais caro se a margem real for menor que a presumida.
A alíquota do IRPJ é de 15% sobre a base de cálculo, com um adicional de 10% sobre a parcela do lucro que ultrapassar R$ 60 mil no trimestre (equivalente a R$ 20 mil/mês). Empresas com lucro acima desse limite acabam pagando efetivamente 25% sobre o excedente.
A CSLL caminha junto com 9% sobre a mesma base. Somando IRPJ + CSLL, a carga total pode chegar a 34% sobre o lucro tributável.
Algumas deduções aplicáveis: IRRF retido na fonte sobre receitas tributáveis, incentivos fiscais (PAT, Lei Rouanet, Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente, dentro dos limites), IRPJ pago a maior em períodos anteriores. Cada uma exige documentação adequada.
Cinco armadilhas comuns:
(1) Esquecer de incluir IRRF retido no abatimento — paga-se imposto a maior.
(2) Não compensar prejuízo fiscal acumulado — perda de benefício real.
(3) Aplicar adicional sobre a base errada — confusão entre lucro contábil e lucro fiscal.
(4) Lançar despesas indedutíveis como dedutíveis — risco de autuação.
(5) Deixar para a última semana — sem tempo para conferir, vira erro.
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O IRPJ trimestral não precisa surpreender. Quem acompanha mensalmente a margem fiscal e simula o trimestre ainda em maio chega em junho com tempo de planejar — incluindo decidir entre pagar à vista ou parcelar. Quem fecha o trimestre só na última semana paga mais imposto, mais multa, mais juros.
Em junho, abra o sistema, rode a apuração trimestral antes do dia 20. Em julho, é só transmissão e pagamento.
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