A CFOP tabela é uma das estruturas mais consultadas pela equipe fiscal — e também uma das que mais geram dúvida. Cada operação de entrada ou saída de mercadoria, serviço ou bem precisa de um código adequado, sob pena de rejeição da nota, escrituração incorreta e divergência no SPED Fiscal.
Em 2026, com a coexistência entre ICMS, ISS, IBS e CBS, a precisão no CFOP virou ainda mais crítica. Este guia resume a estrutura, traz exemplos por operação e mostra os erros que mais aparecem nas auditorias.
CFOP significa Código Fiscal de Operações e Prestações. É um número de 4 dígitos que identifica a natureza da operação: se é venda, compra, devolução, transferência, remessa, serviço, importação ou exportação.
Ele alimenta a apuração de ICMS, define crédito ou débito, sinaliza substituição tributária e direciona o registro no livro fiscal. Sem CFOP correto, o sistema gera lançamento errado e o fisco enxerga inconsistência.
O primeiro dígito indica origem ou destino: (1) entrada/saída dentro do estado, (2) entrada/saída interestadual, (3) entrada de importação ou saída para exterior, (5) saída interna, (6) saída interestadual e (7) saída para o exterior. Os três dígitos seguintes detalham a natureza específica.
Entrada e saída são espelhadas. Uma venda dentro do estado (5102) corresponde, no cliente, a uma compra interna (1102). Esse espelhamento facilita conciliação e auditoria.
Os CFOPs mais utilizados no dia a dia incluem:
Para serviços tributados pelo ISS, o CFOP costuma ser 5933/6933. Operações de industrialização por encomenda têm faixa própria, geralmente 5901/5902.
Empresa do Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real usam a mesma tabela de CFOP. O que muda é o tratamento fiscal: aproveitamento de crédito, destaque de ICMS-ST e detalhamento no SPED.
Por isso o cadastro de operação no ERP precisa amarrar CFOP, CST, NCM e alíquota — caso contrário a apuração sai inconsistente. Esse alinhamento é parte do que o sistema contábil do escritório precisa garantir.
Com a reforma tributária, o CFOP convive com a estrutura nova de IBS/CBS durante a transição. O LedContábil faz o mapeamento automático entre CFOP tradicional e a nova classificação de operações, evitando que a equipe fiscal refaça todo o cadastro de natureza.
Esse de-para reduz erros de migração e mantém a apuração consistente nos dois sistemas em paralelo, conforme cronograma da Receita Federal .
Os deslizes recorrentes são (1) usar CFOP de venda em operação de remessa, (2) confundir 5102 com 5101 (produção própria x revenda), (3) inverter origem em devolução, (4) usar CFOP de mercadoria em prestação de serviço e (5) escolher código sem considerar contribuinte ou não contribuinte do destinatário.
A SEFAZ rejeita na entrada e o financeiro do cliente para. Em emissão automática por sistema de gestão, esses erros viram chamado urgente para o escritório.
Inclua no fechamento (1) relatório de CFOPs por operação, (2) cruzamento entre CFOP e CST, (3) checagem de devoluções espelhadas e (4) revisão das remessas em aberto sem retorno.
Padronize o cadastro de natureza por tipo de cliente — varejista, indústria, prestador — e revise sempre que houver nova operação. Pequenas inconsistências viram autuação no fim do exercício.
CFOP correto é base de qualquer apuração fiscal saudável. Em 2026, com transição da reforma, a margem para erro caiu. Quer um ERP contábil que cuida da tabela e do de-para automaticamente? Conheça o LedContábil .
Leitura recomendada: Sistema contábil 2026 e a reforma tributária .
24 de setembro de 2026