As novidades do Pix devem ampliar as possibilidades de uso do sistema de pagamentos instantâneos nos próximos anos. Além de estudar novas funcionalidades, o Banco Central (BC) também avalia medidas para reforçar a segurança e combater golpes durante as transações.
Em 2025 , o Pix movimentou R$ 35,36 trilhões , segundo o Banco Central. Esse resultado representa um crescimento de 33,6% em relação a 2024, quando o sistema movimentou R$ 26,46 trilhões.
Nesse cenário , o BC apresentou novos projetos no Relatório de Gestão do Pix 2023–2025 . Entre eles estão a cobrança híbrida, o pagamento de duplicatas, o split tributário, o Pix internacional e o Pix em garantia.
Paralelamente , a autoridade monetária discute novas medidas de segurança. Entre as propostas estão ações contra o uso inadequado do campo de descrição das transferências e a possível padronização dos alertas de golpes emitidos pelas instituições financeiras.
Em primeiro lugar , os números mostram a dimensão que o Pix alcançou no sistema financeiro brasileiro. Durante 2025, os usuários movimentaram R$ 35,36 trilhões por meio da ferramenta.
Em comparação com 2024 , o volume representa um aumento de aproximadamente R$ 8,9 trilhões. Dessa maneira , o crescimento reforça a importância do Pix para pagamentos e transferências realizadas por pessoas e empresas.
Desde o lançamento , o Banco Central incorporou diferentes funcionalidades ao ecossistema. Entre elas estão o Pix Cobrança, o Pix Saque, o Pix Agendado e o Pix por Aproximação.
Com essa evolução , empresas passaram a utilizar o sistema em diferentes processos financeiros. O Pix pode facilitar recebimentos, cobranças e outras movimentações relacionadas às operações comerciais.
Por esse motivo , a evolução do sistema também exige que as empresas acompanhem as novas regras, funcionalidades e medidas de segurança.
Entre as principais novidades do Pix , o Banco Central destaca projetos com diferentes níveis de desenvolvimento.
Primeiramente , aparece a cobrança híbrida, que combina elementos do Pix com mecanismos tradicionais de cobrança. Além disso , o BC estuda a utilização do sistema para o pagamento de duplicatas.
Outro projeto envolve o split tributário , relacionado à Reforma Tributária. Nesse modelo , a operação poderá separar e direcionar valores relacionados ao pagamento e aos tributos.
Ao mesmo tempo , o Banco Central avalia alternativas para ampliar o uso do Pix em operações internacionais. A proposta considera conexões com sistemas de pagamentos instantâneos de outros países.
Da mesma forma , o BC estuda o Pix em garantia , que poderá ampliar os casos de uso do sistema no mercado financeiro.
Entretanto , essas iniciativas possuem diferentes níveis de desenvolvimento. Por isso , os usuários não devem considerar essas propostas como funcionalidades já disponíveis para todos.
Além das novas funcionalidades , o Banco Central também discute medidas relacionadas à segurança do Pix.
O campo de descrição das transferências foi criado para que o pagador registre informações objetivas sobre o pagamento. No entanto , o BC identificou situações em que algumas pessoas utilizam esse espaço para enviar mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras.
Diante desse cenário , o Banco Central criou, em 2026, um grupo de trabalho dentro do Fórum Pix. Associações representativas do sistema de pagamentos também participam das discussões.
Nesse sentido , o grupo busca alternativas para preservar a finalidade original do campo de mensagens e melhorar a experiência dos usuários.
Após a conclusão das discussões , o Banco Central poderá avaliar medidas regulamentares para impedir ou restringir usos inadequados desse recurso.
Outra novidade relacionada à segurança do Pix envolve os alertas apresentados pelas instituições financeiras durante as transferências.
Atualmente, algumas instituições utilizam mecanismos próprios para identificar operações suspeitas. Quando o sistema identifica um possível risco , a instituição pode apresentar um alerta antes de concluir a transação.
Porém , cada instituição pode utilizar critérios e formatos diferentes para apresentar essas mensagens.
Por esse motivo , o Banco Central discute com o mercado a possibilidade de criar uma experiência mais uniforme para os usuários.
Entre as alternativas avaliadas , o BC considera critérios mínimos para a emissão dos alertas e padrões para apresentar as mensagens aos clientes.
Ainda assim , a possível padronização depende das discussões realizadas no Fórum Pix e das medidas que o Banco Central eventualmente adotar.
Além dos alertas , o relatório apresenta mudanças relacionadas à contestação de transações.
Desde outubro de 2025, as instituições financeiras disponibilizam uma funcionalidade que permite contestar determinadas operações por meio de um botão específico.
Com isso , o usuário consegue iniciar o processo de contestação de maneira mais simples. A ferramenta também reduz a necessidade de interação humana para iniciar o procedimento.
Nesse contexto , a medida integra os mecanismos criados para lidar com fraudes e golpes envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos.
Ao mesmo tempo , o Banco Central continua aprimorando os mecanismos de segurança conforme o uso do Pix aumenta.
Para as empresas , a expansão do Pix pode aumentar as possibilidades de integração com processos financeiros.
Novas modalidades de cobrança, pagamentos de duplicatas e mecanismos relacionados à Reforma Tributária podem exigir atenção das áreas financeira, fiscal e contábil.
Além disso , empresas que utilizam o Pix para receber pagamentos precisam acompanhar as mudanças nos mecanismos de segurança e contestação.
Nesse cenário , as equipes responsáveis pelas operações financeiras devem acompanhar as atualizações divulgadas pelo Banco Central. Assim , podem adaptar seus processos conforme novas funcionalidades e regras entrarem em vigor.
Por outro lado , as empresas não precisam alterar imediatamente seus processos com base em projetos que ainda estão em estudo.
Isso ocorre porque algumas propostas ainda dependem de discussões, regulamentações e decisões do Banco Central.
Até o momento , o Banco Central não definiu uma data única para disponibilizar todas as novidades apresentadas no relatório.
Cada projeto possui um nível diferente de desenvolvimento. Por isso , algumas funcionalidades podem avançar antes de outras.
Além disso , o BC pode alterar a agenda conforme os estudos evoluírem e novas necessidades surgirem.
Dessa maneira , empresas e usuários devem acompanhar as comunicações oficiais antes de considerar uma nova funcionalidade como disponível.
Em resumo , o Banco Central prepara uma agenda de evolução do Pix que combina novas funcionalidades com medidas de segurança.
Entre os principais projetos , aparecem o split tributário, o pagamento de duplicatas, a cobrança híbrida, o Pix internacional e o Pix em garantia.
Paralelamente , o BC discute medidas para combater o uso inadequado do campo de mensagens e melhorar os alertas contra golpes.
Além dos novos recursos , o sistema movimentou R$ 35,36 trilhões em 2025, o que demonstra a importância do Pix para o sistema financeiro brasileiro.
Portanto , acompanhar as próximas decisões do Banco Central será importante tanto para usuários quanto para empresas que utilizam o Pix em suas operações.
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Com informações do Banco Central do Brasil.
24 de setembro de 2026