A contabilidade na conformidade tributária ganha uma função ainda mais estratégica com a implementação do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026. A iniciativa aproxima os profissionais da contabilidade da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS e cria uma dinâmica baseada em orientação, acompanhamento e correção de inconsistências.
O programa foi apresentado em 18 de agosto, na sede do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em Brasília. Além disso, a iniciativa ocorre durante a adaptação das empresas às novas regras da Reforma Tributária .
Nesse cenário, o contador passa a ter maior importância na identificação de problemas e na orientação dos clientes antes que as inconsistências avancem para situações mais complexas.
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O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026 estabelece mecanismos para acompanhar a conformidade dos contribuintes durante a implementação das novas regras.
Nesse contexto , o profissional da contabilidade pode atuar como uma ponte entre a empresa e a administração tributária.
Com acesso às informações disponibilizadas pelos órgãos fiscais, o contador poderá orientar seus clientes sobre inconsistências, comunicações e procedimentos de regularização.
Assim , a atuação deixa de se concentrar apenas na entrega de obrigações e passa a envolver também prevenção e acompanhamento.
Durante o lançamento do programa, representantes da Receita Federal destacaram uma mudança na relação com os contribuintes.
Em vez de concentrar a atuação somente na fiscalização e na aplicação de penalidades, a proposta busca ampliar a orientação e a autorregularização.
Por isso , o contador ganha importância nesse processo.
A ideia é permitir que o profissional identifique problemas junto ao cliente e auxilie na correção antes que a situação evolua para procedimentos mais complexos.
A participação dos profissionais também ganha relevância devido à implantação do IBS e da CBS .
As novas regras exigem alterações em documentos fiscais, sistemas, cadastros, processos e controles internos.
Além disso , empresas precisarão integrar informações contábeis, fiscais, financeiras e tecnológicas.
Nesse cenário, a contabilidade na conformidade tributária pode contribuir para identificar inconsistências e orientar decisões relacionadas aos novos tributos.
O CFC destaca que mais de 540 mil profissionais da contabilidade poderão participar desse processo de adaptação.
Confira informações sobre o IBS .
Confira informações sobre a CBS
Um ponto importante é que o Ato Conjunto nº 5/2026 não cria uma nova obrigação acessória para empresas ou escritórios contábeis.
A proposta segue, portanto, uma lógica diferente.
Em vez de adicionar mais uma declaração ao calendário fiscal, o programa busca utilizar informações já disponíveis para acompanhar a conformidade dos contribuintes.
Dessa maneira , o foco está no monitoramento, na comunicação e na correção de inconsistências.
Isso também reduz o risco de interpretar o programa como uma nova obrigação mensal ou periódica.
Na prática, os escritórios precisam ampliar a atenção sobre as informações recebidas dos órgãos tributários.
Primeiramente, o profissional deve acompanhar eventuais comunicações relacionadas aos clientes.
Depois, precisa avaliar as inconsistências apontadas e orientar as medidas necessárias.
Além disso , a documentação das análises e das providências adotadas ganha importância para manter um histórico organizado do processo.
A rotina também pode envolver revisão de processos, parametrizações, documentos fiscais e informações utilizadas na apuração dos tributos.
A proposta reforça uma mudança no perfil da profissão.
Durante muito tempo, grande parte da rotina contábil esteve concentrada em escrituração, declarações e cumprimento de prazos.
Agora, a contabilidade na conformidade tributária ganha espaço também na prevenção de riscos.
Por exemplo , um contador pode identificar uma inconsistência recorrente nos documentos fiscais de um cliente e orientar a correção antes que o problema gere consequências maiores.
Assim , o profissional atua de maneira mais próxima da gestão empresarial.
A Reforma Tributária aumenta a quantidade de informações que precisam circular entre empresas, sistemas e administrações tributárias.
Consequentemente , erros em cadastros ou documentos podem gerar reflexos em diferentes etapas da operação.
Por isso, a empresa precisa manter seus dados consistentes.
Além disso , a integração entre sistemas contábeis, fiscais e financeiros passa a ter papel fundamental.
Nesse processo, o contador pode atuar junto às equipes responsáveis pela tecnologia e pelos processos internos.
A conformidade tributária não depende apenas do escritório contábil.
A empresa também precisa garantir que seus setores forneçam informações corretas e mantenham seus procedimentos atualizados.
Nesse sentido , fiscal, contabilidade, financeiro, comercial e tecnologia precisam trabalhar de maneira integrada.
Quando essas áreas compartilham informações corretamente, o profissional da contabilidade consegue identificar problemas com maior rapidez.
A implementação do IBS e da CBS ainda envolve novas regulamentações, notas técnicas e alterações operacionais.
Por isso , o trabalho do contador não termina com a adaptação inicial dos sistemas.
Será necessário acompanhar novas normas e verificar se elas afetam os processos utilizados pelos clientes.
Dessa forma , a atualização profissional passa a fazer parte da rotina de conformidade.
O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026 reforça uma transformação na relação entre empresas e administração tributária.
A proposta aproxima o contador do processo de conformidade e valoriza uma atuação baseada em orientação, prevenção e correção.
Ao mesmo tempo , a mudança ocorre justamente durante uma das maiores transformações do sistema tributário brasileiro.
Por isso, profissionais que acompanham as regras, analisam dados e orientam seus clientes ganham espaço em decisões que vão além da execução das obrigações.
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Fonte: Conselho Federal de Contabilidade e Receita Federal.
Não. O programa utiliza mecanismos de acompanhamento e comunicação e não cria uma nova obrigação acessória específica.
O profissional passa a ter maior participação na orientação dos contribuintes, no acompanhamento das comunicações e na correção de inconsistências.
Sim. A iniciativa integra a adaptação das empresas às novas regras da Reforma Tributária e envolve informações relacionadas aos novos tributos.
Pode ser necessário revisar processos, documentos fiscais, cadastros e sistemas conforme as inconsistências identificadas e as novas exigências da Reforma Tributária.
Não. O programa amplia a orientação e a autorregularização, mas não elimina as demais atividades de fiscalização previstas na legislação.
24 de setembro de 2026