Fim da escala 6x1: PEC avança no Senado

Fim da escala 6x1: PEC avança no Senado

O fim da escala 6×1 avançou no Senado e agora está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O senador Omar Aziz (PSD-AM) assumiu a relatoria da PEC 221/2019 e informou que pretende apresentar seu parecer até quinta-feira, 27 de agosto de 2026 .

A proposta chegou ao Senado depois que a Câmara dos Deputados aprovou o texto em dois turnos, em maio. A versão aprovada estabelece jornada máxima de 40 horas semanais , dois dias de repouso semanal remunerado e manutenção dos salários.

Por isso , empresas e trabalhadores precisam acompanhar a tramitação antes de considerar qualquer mudança como definitiva.

A PEC 221/2019 altera a Constituição para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas .

Além disso, o texto garante dois dias de repouso semanal remunerado , mantendo a remuneração dos trabalhadores. A proposta busca substituir a lógica tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso por uma estrutura com cinco dias de trabalho e dois dias de folga.

Assim , a proposta não trata apenas de aumentar o número de folgas. Ela também reduz a jornada semanal máxima prevista constitucionalmente.

O texto aprovado pela Câmara prevê uma transição de 14 meses para reduzir gradualmente a jornada.

A proposta estabelece uma primeira redução de duas horas e, depois, uma nova redução de duas horas após o período previsto no texto. Dessa forma, a jornada chegará às 40 horas semanais de maneira progressiva.

Portanto , a eventual aprovação da PEC não significa que todas as empresas precisarão passar imediatamente de 44 para 40 horas semanais.

Esse é um dos pontos mais importantes da tramitação atual.

O senador Omar Aziz ainda avalia se manterá integralmente a versão aprovada pelos deputados. Segundo ele, o relatório deverá ficar pronto até 27 de agosto, mas o conteúdo final ainda está em análise.

Entretanto , existe uma consequência importante caso o Senado altere o mérito da proposta.

Se os senadores aprovarem um texto diferente daquele que saiu da Câmara, a PEC precisará retornar aos deputados para nova análise.

Por isso , a possibilidade de mudanças pode alongar o calendário de votação.

O relatório será o primeiro passo decisivo da PEC dentro da CCJ do Senado.

O senador precisa avaliar a constitucionalidade da proposta e apresentar seu entendimento sobre o texto que seguirá para votação.

Além disso, Aziz já declarou simpatia pelo modelo de 40 horas semanais e dois dias de descanso , embora ainda não tenha confirmado se manterá exatamente a redação aprovada pela Câmara.

Dessa maneira , o relatório poderá indicar quais pontos o Senado pretende preservar ou discutir.

A PEC não vai diretamente ao plenário.

Primeiramente, a proposta precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado . O colegiado recebeu a matéria e distribuiu a relatoria a Omar Aziz em 21 de agosto.

Caso a CCJ aprove o texto, a proposta seguirá para o plenário do Senado.

No plenário, uma PEC precisa de três quintos dos votos dos senadores , ou seja, pelo menos 49 votos , em dois turnos.

Assim , ainda existem etapas importantes antes de qualquer mudança efetiva na jornada de trabalho.

Existem alguns caminhos possíveis.

Se a CCJ aprovar o texto sem alterações relevantes, a proposta poderá avançar para o plenário do Senado.

Se o plenário aprovar o mesmo texto que veio da Câmara, a PEC poderá seguir para as etapas posteriores de promulgação.

Por outro lado , caso o Senado altere o conteúdo, a matéria retornará à Câmara.

Por isso , a decisão dos senadores sobre mudanças de mérito terá impacto direto sobre o prazo de conclusão da proposta.

Embora a PEC ainda não tenha virado norma constitucional, empresas já acompanham seus possíveis impactos.

A redução da jornada pode exigir mudanças em:

Além disso , setores que funcionam todos os dias da semana podem precisar reorganizar equipes para manter o atendimento.

Esse ponto preocupa principalmente atividades que dependem de operação contínua ou possuem horários extensos.

Empresas de comércio, restaurantes, hotéis, hospitais, transporte e outros segmentos podem precisar avaliar como distribuir os trabalhadores dentro de uma jornada semanal menor.

Por exemplo , um estabelecimento que hoje mantém uma determinada equipe em escala 6×1 pode precisar contratar mais pessoas ou reorganizar horários para manter o mesmo período de funcionamento.

Entretanto , o impacto não será igual para todas as empresas.

Cada setor possui características diferentes, e o resultado dependerá do número de trabalhadores, horários de funcionamento, produtividade e modelo de escala.

Para o trabalhador, a proposta prevê uma combinação de menor jornada e manutenção salarial .

Na prática, a jornada máxima passaria de 44 para 40 horas semanais, enquanto o trabalhador teria dois dias de repouso remunerado.

Dessa forma , a proposta pretende reduzir o tempo semanal de trabalho sem aplicar redução proporcional no salário.

O texto, porém, ainda pode sofrer alterações durante a tramitação no Senado.

Apesar da importância do debate, a PEC ainda não mudou as regras trabalhistas atuais.

Por isso , empresas não devem alterar contratos, jornadas ou escalas exclusivamente com base na proposta.

Primeiramente, é necessário aguardar a conclusão da tramitação e a eventual promulgação da Emenda Constitucional.

Enquanto isso, os departamentos de recursos humanos e contabilidade podem fazer simulações para identificar os possíveis impactos.

Mesmo sem obrigação imediata, as empresas podem começar a avaliar diferentes cenários.

Primeiramente , vale mapear as atuais jornadas e escalas.

Depois, a empresa pode calcular quantas horas cada trabalhador realiza por semana e identificar as atividades que exigem cobertura durante sete dias.

Além disso, a gestão pode simular:

Assim , a empresa terá uma visão mais clara do impacto caso a PEC seja aprovada.

Uma eventual redução da jornada terá reflexos na folha, nos controles trabalhistas e nos custos das empresas.

Por isso , profissionais da contabilidade e do departamento pessoal precisarão acompanhar a tramitação e simular os efeitos sobre a folha de pagamento.

Além disso, os sistemas utilizados pelas empresas precisarão acompanhar eventuais mudanças nas jornadas, regras de cálculo e controles.

Dessa maneira , tecnologia e contabilidade poderão trabalhar juntas durante uma eventual adaptação.

O fim da escala 6×1 ainda não está em vigor .

A PEC 221/2019 está em tramitação no Senado e atualmente aguarda a apresentação do relatório de Omar Aziz na CCJ.

O texto aprovado pela Câmara prevê 40 horas semanais e dois dias de descanso, mas o relator ainda analisa possíveis ajustes.

Portanto , trabalhadores e empresas devem acompanhar as próximas votações antes de tomar decisões definitivas.

A discussão também mostra que uma eventual redução da jornada exigirá preparação das empresas, principalmente nos setores que dependem de funcionamento contínuo.

Fontes: Senado Federal, Agência Senado e Câmara dos Deputados.

Ainda não. A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara, mas continua em tramitação no Senado.

O texto aprovado pela Câmara estabelece 40 horas semanais como jornada máxima.

Não. O texto prevê dois dias de repouso semanal remunerado e afirma que a redução da jornada não deverá reduzir os salários.

O relator na CCJ é o senador Omar Aziz (PSD-AM) .

Omar Aziz informou que pretende apresentar o parecer até 27 de agosto de 2026 .

Sim. Caso o Senado altere o mérito do texto aprovado pela Câmara, a PEC precisará retornar aos deputados para nova análise.

24 de setembro de 2026