A Reforma Tributária e o Split Payment ganharam uma nova atualização técnica em agosto de 2026. A versão 1.01 do Informe Técnico 2026.001 atualizou a tabela de meios de pagamento utilizados na vinculação das transações financeiras aos Documentos Fiscais Eletrônicos (DF-e). A nova versão também adequa o informe para contemplar os diferentes modelos de DF-e abrangidos pelas Notas Técnicas da Reforma Tributária.
A atualização interessa principalmente a empresas que emitem documentos fiscais eletrônicos e aos fornecedores de sistemas responsáveis pela integração entre emissão fiscal e meios de pagamento.
Por isso , acompanhar essa mudança técnica é importante para evitar inconsistências na parametrização dos sistemas e no preenchimento das informações fiscais.
A principal alteração da versão 1.01 está na ampliação do alcance da tabela para os diferentes modelos de Documentos Fiscais Eletrônicos .
As Notas Técnicas 2026.001 já haviam criado o grupo de informações destinado à vinculação da transação de pagamento nos DF-e. Esse grupo contém uma identificação do meio de pagamento utilizado na operação.
Além disso, a Nota Técnica 2026.006 introduziu a vinculação de pagamentos para NF-e e NFC-e, permitindo informar os dados da transação financeira em campos ou eventos do documento fiscal. O objetivo é fornecer informações que possam ser utilizadas na estrutura do Split Payment.
Assim , a atualização não representa apenas uma mudança de nomenclatura. Ela faz parte da construção da infraestrutura tecnológica necessária para relacionar o documento fiscal com a respectiva transação financeira.
As Notas Técnicas 2026.001 alcançam diferentes modelos de documentos fiscais eletrônicos.
Além disso, a Nota Técnica 2026.006 trata da NF-e e NFC-e .
Dessa forma , empresas que trabalham com diferentes DF-e precisam verificar quais documentos utilizam e como seus sistemas estão preparados para as novas informações.
O Informe Técnico 2026.001 v1.01 mantém seis códigos para a identificação do meio de pagamento no grupo de vinculação:
Os códigos 23 e 24 aparecem como novos códigos incorporados à tabela nacional utilizada para a vinculação dos pagamentos.
Por isso , os sistemas que alimentam os campos de vinculação precisam utilizar exatamente a codificação prevista na tabela vigente.
A atualização também merece atenção porque existe uma regra específica de validação.
O uso de um código diferente daqueles previstos na tabela pode resultar na rejeição 1003 — Tipo de Pagamento inválido .
Assim , não basta o sistema registrar que a venda recebeu “Pix” ou “boleto”. A informação precisa chegar ao DF-e com o código correto.
Além disso , o Informe Técnico prevê que novos códigos poderão ser incluídos em atualizações futuras.
Isso significa que o cadastro não deve ficar engessado em uma tabela que exija alterações manuais sempre que houver uma nova versão técnica.
A Nota Técnica 2026.001 explica duas formas de realizar essa vinculação.
A primeira consiste em transmitir a chave do documento fiscal ao prestador do serviço de pagamento no início da transação financeira .
A segunda utiliza informações da própria transação financeira em campos ou eventos do documento fiscal eletrônico .
Dessa maneira , o modelo permite relacionar o documento fiscal à operação financeira correspondente.
Essa conexão é importante para a estrutura do Split Payment porque permite utilizar as informações da transação no processo de apuração dos débitos e dos créditos previstos no novo sistema.
O Split Payment é o modelo no qual o pagamento de uma operação pode ser estruturado para que a parcela correspondente aos tributos seja segregada do valor destinado ao fornecedor.
Para isso, o sistema precisa saber qual documento fiscal está relacionado à transação financeira e quais informações devem ser utilizadas no processamento .
Por isso , a identificação do meio de pagamento é apenas uma parte da infraestrutura tecnológica.
Documentos fiscais, sistemas de emissão, meios de pagamento e serviços de processamento financeiro precisam conseguir trocar informações de forma consistente.
Nem toda atualização de tabela significa necessariamente que a empresa precise alterar o software inteiro.
O próprio portal da SEFAZ Virtual RS explica que os Informes Técnicos também servem para divulgar e manter tabelas de domínio utilizadas pelos serviços de autorização e que uma atualização de tabela não significa obrigatoriamente uma alteração no sistema de computação das empresas .
Entretanto , isso não elimina a necessidade de conferir a parametrização.
Se o sistema da empresa utiliza os códigos de meio de pagamento nos novos grupos de informação, a equipe responsável deve verificar se a tabela está atualizada e se os códigos são transmitidos corretamente.
Assim , o impacto depende da arquitetura de cada solução fiscal.
A evolução do Split Payment mostra que a Reforma Tributária também está modificando a parte tecnológica da emissão fiscal. Além disso , novas tabelas, campos, eventos e regras de validação exigem sistemas capazes de acompanhar atualizações técnicas sem comprometer a rotina da empresa.
Veja como escolher um sistema contábil em 2026 diante das mudanças da Reforma Tributária
A escolha de um sistema preparado para atualizações fiscais é especialmente importante em um cenário no qual as especificações técnicas continuam evoluindo durante a transição.
A atualização do Informe Técnico permite criar uma lista objetiva de verificações.
Primeiramente , a empresa deve identificar os documentos fiscais que utiliza.
Depois , precisa verificar se o sistema já contempla os grupos relacionados à vinculação do pagamento.
Em seguida, vale conferir a tabela de meios de pagamento cadastrada no sistema.
Também é importante testar operações com:
Além disso , a equipe deve verificar se o sistema consegue atualizar tabelas técnicas sem exigir alterações manuais em várias partes da aplicação.
O impacto não fica restrito aos departamentos fiscais.
Empresas que desenvolvem ERP, emissores fiscais, APIs, integrações com bancos ou soluções de pagamento também precisam acompanhar as versões das Notas Técnicas e dos Informes Técnicos.
A própria infraestrutura dos DF-e continua recebendo ajustes. No portal da SEFAZ Virtual RS, por exemplo, os schemas relacionados à NT 2026.001 receberam atualizações posteriores para correções técnicas, além da padronização dos códigos dos meios de pagamento.
Por isso , desenvolvedores precisam acompanhar não apenas o texto principal da norma, mas também schemas, regras de validação e versões publicadas nos portais oficiais.
A tabela atual não deve ser tratada como definitiva.
O Informe Técnico determina que a inclusão de novos códigos válidos ocorrerá por meio de futuras atualizações do próprio documento.
Dessa forma , empresas e fornecedores de software precisam estabelecer uma rotina de acompanhamento das atualizações técnicas.
Isso é especialmente importante porque novos meios de pagamento podem ganhar tratamento específico à medida que a infraestrutura do Split Payment evoluir.
A versão 1.01 do Informe Técnico 2026.001 faz parte de um conjunto maior de mudanças tecnológicas da Reforma Tributária.
As Notas Técnicas já criaram estruturas para vincular documentos fiscais e transações financeiras. Agora, o Informe Técnico padroniza os códigos dos meios de pagamento utilizados nessa comunicação.
Assim , a atualização não deve ser analisada isoladamente.
Ela representa mais uma etapa da preparação dos documentos fiscais eletrônicos para o novo ambiente tributário.
Mesmo que a empresa não utilize imediatamente o Split Payment em sua operação, a preparação técnica já exige atenção.
Primeiro , os sistemas precisam acompanhar os novos leiautes.
Depois , os cadastros de meios de pagamento precisam permanecer consistentes.
Além disso , as integrações com emissores, adquirentes, bancos e plataformas financeiras precisam ser avaliadas quando participarem do fluxo de informações.
Por fim , as equipes fiscal e de tecnologia devem acompanhar novas versões das Notas Técnicas e dos Informes Técnicos.
Essa combinação reduz o risco de rejeições e de retrabalho quando as novas etapas da Reforma Tributária avançarem.
A versão 1.01 do Informe Técnico 2026.001 amplia a adequação da tabela de meios de pagamento para os diferentes modelos de DF-e e mantém seis códigos para a vinculação das transações financeiras.
Portanto , empresas precisam olhar para a mudança não apenas como uma atualização fiscal, mas também como uma questão de tecnologia e integração.
A utilização de códigos incorretos pode provocar rejeições. Além disso, novos códigos podem surgir em versões futuras.
Por isso , sistemas fiscais precisam acompanhar as atualizações oficiais e permitir ajustes rápidos nos cadastros e regras.
A Ledware acompanha as mudanças técnicas da Reforma Tributária e trabalha com soluções voltadas à integração e organização das rotinas contábeis e fiscais.
Fontes: SEFAZ Virtual RS, Portal Nacional da NF-e, Notas Técnicas 2026.001 e 2026.006 e Informe Técnico 2026.001 v1.01.
24 de setembro de 2026